Créditos: MimosoNews
Um cemitério com mais de 100 anos localizado às margens da BR-101, em Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, tem despertado preocupação entre moradores, pesquisadores e descendentes de famílias da região. Conhecido como Cemitério Santa Rosa, o local está situado na altura do quilômetro 444 e, segundo relatos da comunidade, existe desde antes da construção da rodovia.
De acordo com moradores, o cemitério abriga túmulos de vítimas da gripe espanhola, além de sepulturas pertencentes a famílias tradicionais do município, como Lopes, Rodrigues, Dalbom e Vieira. Recentemente, moradores denunciaram que alguns túmulos sofreram danos e que parte da área foi tomada por vegetação e entulho após intervenções realizadas no trecho da rodovia durante o mês de julho.
O professor universitário Leonardo Lopes contou que descobriu recentemente possuir familiares sepultados no local. Já o historiador Renato Moafati explicou que o cemitério teve importante papel histórico na região, recebendo corpos por estar distante dos antigos núcleos urbanos. "Aqui ficou o centro para onde os corpos eram encaminhados para o sepultamento, distante das vilas e distritos da região", destacou.
Em nota, a Prefeitura de Mimoso do Sul informou que enviará equipes para realizar a limpeza do cemitério, mas não estabeleceu prazo para a execução do serviço.
A Ecovias Capixaba informou que acompanha a situação no âmbito do processo de licenciamento ambiental das obras da BR-101. Segundo a concessionária, a duplicação do trecho entre os quilômetros 426 e 461, onde está localizado o Cemitério Santa Rosa, está prevista para agosto de 2032. A empresa ressaltou ainda que qualquer intervenção na área dependerá da realização de estudos técnicos e arqueológicos, além do cumprimento das exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

